marciahk

29/Julho/2008

Corra, Marcia, Corra!

Arquivado em: cotidiano, games, pessoal — by Marcia @ 9:41 pm

Além da pouca inspiração, estou tendo que lidar com a enxurrada de prazos que caíram na minha mesa no trabalho nos últimos dias (e acreditem, um mais escabroso que o outro).

Fora que a faculdade resolveu NÃO ter férias e a pateta aqui não ficou sabendo, porque meus digníssimos colegas esqueceram de uma invenção chamada e-mail ¬¬

Ou seja, tenho que correr atrás do prejuízo, inclusive com um trabalho corníssimo passado pelo professor a ser entregue e apresentado a daqui a uma semana.

E o pouco tempo que me sobra (além de dormir) estou no Twitter e me batendo com as músicas finais de Ouendan 2 Countdown dos infernos e Glamorous Sky não sai da minha cabeça.

Glamorous Sky, modo Insane, S (perfect). Não, não sou eu jogando mas eu consigo S no Hard. E as Divas de Ouendan são muito mais bonitas que do EBA #prontofalei!

E sim, este é um post desculpas para os parcos posts =P

22/Julho/2008

Versão dela

Arquivado em: contos — by Marcia @ 2:04 pm

- Eu vou querer uma taça especial. Vc divide comigo?

- Não…

- Ah vai, vamos tomar juntas!

- Então, eu vou querer uma bola de sorvete de chocolate.

- Ah, só isso?

- ….

- É só isso mesmo moça, obrigada.

- Amiga, você tá melhor?

- Tirando o fato que eu mal tô conseguindo comer, não durmo direito e fumei horrores… Até que estou bem…

- Eu já tinha te alertado…

- Você acha que eu não sei? Mas o medo de ficar sozinha faz a gente ficar cega e surda…

- Nós duas sabemos bem como é. Lembra aquela vez do César?

- Que ele terminou com você na semana do Natal e pulamos as ondas do mar abraçadas e chorando? Lembro sim…

- Pois é…

- A gente sempre acha que vai ser diferente. Acredita nas promessas, mas não percebe o quanto as pessoas podem ser na realidade.

- Eu já tinha te falado que ele agia como solteiro quando não estava com você. Até te comentei aquela vez que encontrei ele no shopping.

- Uma coisa que não consigo entender. Vejo muita gente reclamando que não tem liberdade quando está namorando. Eu acredito que cada um é livre pra fazer o que quiser. Inclusive pra ficar com alguém.

- É, mas tem gente que não entende isso.

- Eu percebi da pior maneira. Lembra do Newton? Então, menos de uma semana depois de terminar comigo, já estava com outra. E agora a mesma coisa.

- Sou muito ingênua mesmo. Só agora eu percebo o quanto ele mudou por causa daquele emprego.

- Na Santa?

- Lá mesmo. Conheceu um mundo que ele nunca tinha visto e se deslumbrou. Também, jantares, teatro, eventos, impressiona qualquer um. Mas hoje eu vejo que isso não era pra mim.

- Foi depois disso que ele…

- Foi. Depois disso que ele começou com as viagens, as milhares de desculpas e mentiras, foi se afastando…

- Mas amiga, falando sério e o seu coração?

- Sinceramente? Acho que eu estava com ele mais por medo de ficar sozinha. Tantos amigos casando, tendo filhos, isso vai pesando…

- E agora?

- Vou cuidar de mim. Fazer as coisas que eu gosto, que deixei de fazer por causa dele. Voltar a ser eu mesma.

20/Julho/2008

Aos 13

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 7:54 am

Aos 13 anos, vc não tem muita idéia do que fazer da vida principalmente se isso aconteceu no começo da década de 90. Oitava série, estudava para tentar uma das concorridas vagas em escola técnica. Foi aí que conheci a Nana.

Ela era o meu extremo oposto. Loira, de cabelos cacheados, olhos verdes, não parava um minuto sequer. Líder da turma do fundão do cursinho, levava até rapé pra fazer suas traquinagens. Enquanto eu, cdf ao extremo, boa aluna, mané, achava tudo aquilo um absurdo.

Mas como não existem coincidências existe hitsuzen, acabamos indo estudar no mesmo colégio e na mesma sala.

Foi aí que conheci melhor aquela menina. A única que me acompanhou nas horas ininterruptas de RPG a Gangrel dela era foda!, que pagou mico ao encontrarmos um paquera meu no shopping com 1/2 Kg de sorvete cada uma, que riu da minha cara quando caí sentada no colo de um cara com a namorada no ônibus, que me escutou por horas nas minhas fossas, que ouvi por horas nas 547 vezes que ela terminou um relacionamento, que quase me bateu quando esta idiota deu um fora num menino que gostava

Cada uma seguiu seu rumo. Ela fez DUAS faculdades, pós nas Clínicas e trabalha em um dos maiores hospitais do Brasil. Perdeu o pai, mas ganhou um marido fofíssimo e tem uma casa linda quando vai ter churras de novo?!

Eu simplesmente AMO e sou fã dessa menina! Mesmo ela spoilando o final de Entrevista com o Vampiro, não curtir games, falar por horas de fisioterapia respiratória e gostar de Só pra Contrariar (ops, escapou).

Tá na hora de tirarmos mais fotos, né?

Singela homenagem ao Dia do Amigo. A todos, sejam os mais antigos ou recentes. Aos próximos fisicamente e aos distantes. Os que vieram das circunstâncias da vida ou do mundo virtual. Porque vcs todos são incríveis! Mas o lugar da Nana ninguém tira :-P

15/Julho/2008

Versão dele

Arquivado em: contos — by Marcia @ 1:42 pm

- Então cara, valeu por vir tomar esse chopp comigo. Tava precisando…

- Meu, cê tá com a cara péssima! Sua mãe de novo?

- Nada, antes fosse. Depois da operação ela ficou legal. Terminei com a minha mina.

- Sério? Mas vcs estavam juntos mó cara! Quanto tempo? 4, 5…

- 6 anos.

- E não era vc que dizia que ia casar e o caramba?

- Eu também pensava. Mas não dava mais. Sei lá, ela mudou pra caramba, o sentimento não era o mesmo…

- Mas ela não sabe o que vc aprontava, não? Hahahahaha

- Pior, terminei com ela e dias depois me ligou falando que sabia de tudo.

- Mas como ela descobriu?

- Internet. Pesquisou meu nick e achou tudo lá naquele fórum.

- PQP! E aí?

- Sei lá. Acho que ela não sacanearia comigo. Apesar dela estar com ódio, tem um coração bom.

- Também, pra te aturar todo esse tempo… Hahahahaha

- É sério cara. E descobriu também que eu tô com a Rô.

- Caraleo! A mina é detetive?

- Sei lá. Ela sabe de tantas coisas que fico até com medo. Até o motivo que fui demitido da empresa da Lapa ela sabe.

- Eu teria medo de uma mulher que soubesse tantos podres da minha vida assim.

- Entendeu porque eu precisava tanto desse chopp?

- Cara, se eu estivesse na sua pele eu tinha tomado inteira a garrafa de Green Label que vc guardava pro seu casamento. E sem gelo.

14/Julho/2008

Medo é relativo

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 2:45 pm

Medo é um sentimento um tanto relativo. Eu tenho pavor de barata, não sei nadar (e muito menos boiar), não dirijo (começo a suar e tremer sentada no banco do motorista). Fujo de brinquedos que giram, despencam e coisas do gênero.

Mas, por incrível que pareça, sou extremamente zen em situações que muitas pessoas perderiam completamente o controle.

Assalto, por exemplo. Fui abordada na porta da minha casa, com o cara querendo levar o carro, que estava sendo guardado na garagem pela minha mãe. Baixou o Dalai Lama em mim: só falei que era pra deixar ela minha mãe e meu irmão (que devia ter uns 5 anos na época) saírem pra ele levar o carro.

Passado o susto, chutei o portão, xinguei até a décima geração do fdp e quase passei mal de nervoso. Detalhe: era justo no dia do MEU aniversário… ¬¬

Sangue também não costuma me apavorar, desde que não envolva a retirada dele do meu corpo com agulhas (oi, já desmaiei coletando sangue no laboratório). Hospital então, entro numa boa, inclusive na UTI (e já fiz isso mais de uma vez). Alguém passando mal? Já socorri bêbado, delirante de febre e atropelado.

Dentista não me incomoda nem um pouco. Arranquei um molar, 3 sisos e fiz canal. Já troquei todas as restaurações (10, no total) sem anestesia. Mas ODEIO fazer limpeza…

Cemitério então é baba. Pois eu tenho mais medo dos vivos do que dos mortos.

8/Julho/2008

Vc vem sempre aqui?

Arquivado em: mulherzinha — by Marcia @ 10:39 pm

Tá certo que alguns homens tem certa dificuldade de flertar, paquerar, xavecar, quando vêem um pretenso “alvo”. Mas nós mulheres, somos vítimas de cantadas horríveis e absurdas.

Eu, por exemplo. Por causa dos meus olhos puxados, praticamente uma sangue-puro nipônica, escutar arigato é a coisa mais “normal” do mundo. E sempre respondo com um sonoro sayonara… =P

Já escutei gracinhas de um motoqueiro na Paulista com a Pamplona, que renderam um belo dedo mostrado ao infeliz… (é, sou brava!)

Aturei meus amigos falando que não prestavam atenção quando eu vinha, mas quando eu ia… ¬¬

E por aí vai…

Mesmo sendo uma verdadeira marmota no jogo da conquista, vejo que algumas coisas costumam funcionar. É claro que a eficácia nunca vai ser 100%, mas não custa tentar, meninos!

Mostre interesse. Nela e não nos par de peitos ou na bunda. Nós podemos ter levado horas nos arrumando/escolhendo a roupa, mas tirando as piriguetes da vida, queremos alguém que nos escute, nem que seja por algumas horas.

Seja gentil mas não viado. Coisas que parecem ultrapassadas, como ceder o lugar, dar passagem, amolecem até o mais gélido coração. Mostram que ela é especial (e que mulher não gosta de se sentir assim? :-) )

Veja se tem chance. Jogo de olhares. Se ela corresponder, meio caminho andado. Mas seja discreto. Homens costumam quase quebrar o pescoço quando querem “observar” uma mulher. Já nós mulheres conseguimos mapear TODO o ambiente sem mexer a cabeça.

Faça-a rir. Não é pra bancar o palhaço, mas falar algumas besteiras inocentes nos desarmam. Adoramos homens divertidos.

Criatividade. Meus ex me conquistaram de maneiras totalmente criativas. Mas não vou contar como foi =P

Mantenha a distância. Eu, por exemplo, detesto que pessoas estranhas me toquem. Portanto, nada de colocar as mãos na cintura da moça, se vc não tem qualquer intimidade com ela (péééssimo!).

Claro que tem algumas outras coisas e essas “dicas” não precisam necessariamente serem aplicadas todas ao mesmo tempo (acharam que eu ia entregar todo o ouro? Never!).

Na verdade, o que importa é ser vc mesmo. E sempre vai existir um par de chinelos pra um pé cansado ;-)

6/Julho/2008

Wall-E

Arquivado em: cinema — by Marcia @ 9:23 pm

Atenção: este post contém spoilers!

Mesmo sendo fã da Pixar, só fui ter conhecimento de Wall-E quando fui assistir Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, graças a um display com 50 2 metros de altura.

Como ando meio desligada, só fiquei sabendo da estréia da animação uma semana antes.

Fui ao cinema com poucas informações. Sabia que Wall-E era um robô. Só.

Parentesês: nas animações passadas, mesmo com todas as informações possíveis, sempre me surpreendi com a história.

Wall-E começa mostrando o robozinho fazendo um trabalho solitário de “lixeiro”, acompanhado de sua fiel mascote, uma barata *chilique mulherzinha*, num planeta Terra completamente desabitado e com toneladas de lixo espalhadas.

Eis que um dia aparece uma nave, que deixa EVE na Terra para coleta de informações.

Oi, meu nome é EVE, mas pode me chamar de iPod…

Paixão a primeira vista.

Resumindo, Wall-E é uma singela e terna história de amor. Corta o coração [Jéssica mode off] ver o robô tão devotadamente apaixonado por EVE  mesmo, inicialmente, ela sendo feladaputa totalmente indiferente a ele.

As sutilezas, os olhares, os gestos, uma simples e ótima história mostram que não é necessário falas pra se falar de sentimentos, tão bem explorados neste filme, como solidão, amor, companheirismo, devoção, despreendimento, indiferença…

Há outras mensagens de cunho ambiental, blá, blá, blá, mas a essência é esta.

Sem dúvidas, Wall-E me surpreendeu. E sem exagero, é o melhor filme da Pixar, na minha singela opinião.

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