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12/Outubro/2009

Fragmentos de infância

Arquivado em: cotidiano, pessoal — by Marcia @ 9:04 am

Longas viagens de Fusca pra praia. Coxinha e Fanta. Cocada da balsa. Siri.

Tardes com chá e bolinhos de chuva. Pais jogando pif paf e mães jogando buraco.

Natação no Ibirapuera. Confetti.

Miss Primavera. Festa junina.  Playcenter. Estação Ciência. Choque eletróstático na prima. Lancheira com chá e bisnaguinha. Desfile de 7 de Setembro.

Lavar o carro na calçada aos domingos. Brincar de mangueira no verão.

Bala de fita. Maria mole. Arroz rosa. Doce de banana. Suspiro quadrado.

Undokai. Bentô das mães, enrolado no furoshiki. Oniguiri. Biribinha.

Maria-chiquinha. Bota ortopédica. Querer usar óculos e aparelho nos dentes.

Pega-pega. Polícia e ladrão. Barra manteiga. Queimada. Pular corda. Elástico.

Changeman. Jiraya. Nossa Turma. Muppets Babies. Pica Pau. Punk, a levada da breca. Super Vicky

De Volta Para o Futuro II. Filmes dos Trapalhões. Em Algum Lugar do Passado.

6/Janeiro/2009

E começa o ano…

Arquivado em: cotidiano, pessoal — by Marcia @ 8:13 pm

2008 se foi.

E analisando, terminou MUITO melhor do que começou.

Mal começou o ano e deixei de ser “a noiva de fulaninho” e voltei a ser eu mesma.

Foi um ano agitado. Muitas coisas novas aconteceram, pessoas de diferentes idades, formações e idéias que pude conhecer e que me enriqueceram.

Voltei a trabalhar depois de quase dois anos desempregada, na iminência de enlouquecer e de me anular totalmente. Mas depois de uma sucessão de coisas ruins, tudo começou a clarear.

E veio a sucessão de coisas boas. Emprego num lugar digno, muitos amigos novos. Fiz as pazes com os amigos que já tinha.

O ano terminou bem, com a família toda em casa, coisa que não acontecia a tempos. Pai e mãe dormindo e os filhos fazendo farra com Rock Band =D

E o que espero de 2009?

Muito coisa já começou a ser plantada em 2008 mesmo, mas resumidamente:

- Gerenciar melhor meu tempo;

- Melhorar minha qualidade de vida (comecei pagando por um ônibus fretado pra ir ao trabalho mais tranquilamente, prezar pela saúde/sanidade mental, não me privar de pequenos prazeres; internet 24 hs, quem saber morar sozinha?…);

- Dar mais atenção aos amigos e a família;

- Ser organizada tanto no trabalho como com coisas pessoais (er, preciso urgente arrumar meu quarto D=);

- Definir melhor meu futuro profissional;

- Estar aberta a novas experiências (ir a eventos e conhecer gente nova, descobrir novas músicas…);

- Colocar no papel minhas idéias, deixando a preguiça de lado e deixar de usar a falta de inspiração como desculpa =P

16/Novembro/2008

Balanço

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 2:03 pm

Mês e meio pra acabar o ano, estava pensando nas coisas que me aconteceram em 2008.

Esse foi meu ano para mudanças. Colocar a cabeça no lugar e começar a mudar o que está(va) errado.

Quebrei a cara feio, mas em compensação conheci pessoinhas que me fazem bem, abriram meus horizontes, me deram ótimos conselhos e ajudaram a deixar algumas coisas pra trás. Amizades antigas foram reforçadas, alianças refeitas.

Me dei conta de quem eu era, sou e serei. E negar isso me fazia infeliz.

Estou reavaliando minhas espectativas profissionais. Pensando que rumos posso dar na minha carreira. Prova disso é que desisti da pós. Além de maçante, não estava me acrescentando nada de novo.

Alguns planos de vôos mais ousados pro próximo ano. Com isso, estou me planejando melhor e me policiando pra fazer com que algumas coisas se realizem. Pés no chão, mas mirando pro alto.

Hum, seria essa uma crise dos 30 atrasada?

21/Agosto/2008

A arte de ser loser

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 10:08 pm

Já estava com a idéia de fazer um post com “Marcia facts”, mas agora que o Júlio roubou ela fez uma lista de 5 momentos épicos, resolvi postar assim mesmo. Mas no meu caso, trago a vcs momentos da minha vida que deveriam ser apagados pra rirem da minha cara (música dos Trapalhões ao fundo):

- eu NUNCA consegui ficar bêbada. No máximo, alegrinha. A única vez que tentei tomar um porre passei muito mal ¬¬;

- fiz aulas de teatro. Mas ao saber que iríamos encenar “O Mágico de Oz” e que eu seria a narradora, desisti. Desperdício do meu talento :-P ;

- desmaiei numa balada lo-ta-da (bafão total) na minha fase eletrônica (mas não cheguei a ser clubber, que fique claro);

- rolei 5 metros na lama, descida abaixo, com direito a trazer um ex junto, voltando de uma cachoeira (é, daquela que quase afoguei ele), que estendeu a mão pra me ajudar a subir;

- coloquei fogo na lixeira do banco em que trabalhei (por acidente, claro!);

- não sei andar de bicicleta (tá, podem zoar);

- bati com a cabeça numa porta de vidro e na janela do ônibus, de criar galo;

- no colégio dancei obrigada uma música do Lionel Ritchie, cuja coreografia envolvia bambolês,  do Balão Mágico (nessa ficamos em 2º lugar) e tive que marchar ao som de “A Ponte do Rio Kwai”.

11/Agosto/2008

Mirror mirror

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 10:11 pm

Pequenas gotas geladas começam a cair no meu rosto. Aperto o passo, mas sorrio assim mesmo. Final de noite de sexta, término de uma semana infernal, me sinto aliviada.

Flashback. Corta pra 2002/2003.

Ambulatório do banco, sou recebida pelo médico com um tapa na cara:

- Você está com alto nível de stress e início de depressão.

Isso explicava tudo. As flutuações de humor, tensão nos ombros, insônia, palpitações, dores de cabeça, gripes, travamentos na lombar, crises de ansiedade…

Ou eu mudava tudo ou podia cortar os pulsos, passar lápis preto nos olhos e deixar a franja cair na cara.

Não foi fácil. Principalmente quando você decide que só vai tomar uma única caixa do antidepressivo receitado.

Também não foi fácil aceitar de que sim, eu tinha depressão. Logo eu que sempre procurei ser otimista e ver o lado bom das coisas. Mas pesavam contra o fato de que eu tenho (tinha!) o péssimo costume de ficar guardando e remoendo as coisas e ser extremamente ansiosa (que nada mais é do que sofrer por antecipação).

Como o tempo é sempre o melhor remédio (mesmo você querendo mandar pra pqp quem te diz isso num momento difícil), hoje consigo ter mais controle de mim mesma. Vieram situações tão piores quanto a primeira, mas consegui respirar fundo e deixar pra lá ou falar o que antes não saía.

E acreditem, isso faz com que eu seja uma pessoa mais leve hoje…

9/Agosto/2008

Esportes? Tô fora!

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 4:28 pm
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Olímpiadas começando (e eu não vi NADA da abertura ¬¬), lembrei das minhas tentativas de ingressar no mundo dos esportes.

Meras tentativas, pois sou totalmente descoordenada, tenho a flexibilidade de uma tábua e nem um pouco de noção =S

Sempre fui a última a ser escolhida pra integrar qualquer time na escola. Minha única proeza esportiva foi ter feito 6 pontos de ace jogando vôlei no campeonato do colégio (acreditem, meu saque mal passa da rede).

Ironias a parte, minha melhor amiga sempre foi destaque nos esportes.

Mas não foi por falta de tentativas. Se bem que a maioria delas teve um “estímulo” da minha mãe.

Judô: fiz quando criança. Enquanto as meninas da minha idade iam ao balé, com suas roupinhas rosas, cheias de frufrus, eu andava de kimono. Que mãe deixa sua filha de 7 anos ir treinar dar rasteira nos meninos? Só a minha mesmo… Hahahaha. E cuidado comigo, sou faixa azul ^.^

Só parei porque meu sensei foi embora e tive que fazer tratamento pra estrabismo (deu certo tá, tanto que eu não sou vesga!).

Natação: fui praticamente arrastada, pois minha mãe acreditou naquele papo de que natação faz bem pra bronquite/asma. Imaginem alguém que fica em pânico quando a água passa da linha da cintura, tendo que mergulhar?

Hoje eu só tenho medo… De quase afogar um ex-namorado na cachoeira… Hehehehe

Tênis de mesa: acabei indo treinar na escola do finado e melhor que o Hugo Hoyama Claudio Kano, sendo que fui no embalo do meu irmão (que jogava muito!). Aprendi o que é shoto, batida, dar umas cortadinhas de vez em nunca e jogar em duplas (uma confusão só no começo). Meu máximo foi ficar em 3º lugar num campeonato, onde perdi as duas partidas que disputei (acho que só tinham 3 meninas na minha categoria…) e guardo até hoje a raqueteira que ganhei da minha mãe (rosa choque fluorescente, argh!).

PS: ping pong o caraleo!

Aikidô: a tentativa só durou um mês, devido a um travamento na lombar que tive em uma aula (de deitar no tatame e não conseguir levantar – crise de estresse braba). Mas era relaxante, busca concentração e controle, pouco contato e não tem campeonato pra mudar de faixa, bastando dedicação em fazer corretamente os katas (movimentos). Fora que a partir da faixa amarela (a 2ª) já pode fazer treino com espada de madeira. Nice!

Quem sabe um dia eu não volto? ;-)

29/Julho/2008

Corra, Marcia, Corra!

Arquivado em: cotidiano, games, pessoal — by Marcia @ 9:41 pm

Além da pouca inspiração, estou tendo que lidar com a enxurrada de prazos que caíram na minha mesa no trabalho nos últimos dias (e acreditem, um mais escabroso que o outro).

Fora que a faculdade resolveu NÃO ter férias e a pateta aqui não ficou sabendo, porque meus digníssimos colegas esqueceram de uma invenção chamada e-mail ¬¬

Ou seja, tenho que correr atrás do prejuízo, inclusive com um trabalho corníssimo passado pelo professor a ser entregue e apresentado a daqui a uma semana.

E o pouco tempo que me sobra (além de dormir) estou no Twitter e me batendo com as músicas finais de Ouendan 2 Countdown dos infernos e Glamorous Sky não sai da minha cabeça.

Glamorous Sky, modo Insane, S (perfect). Não, não sou eu jogando mas eu consigo S no Hard. E as Divas de Ouendan são muito mais bonitas que do EBA #prontofalei!

E sim, este é um post desculpas para os parcos posts =P

20/Julho/2008

Aos 13

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 7:54 am

Aos 13 anos, vc não tem muita idéia do que fazer da vida principalmente se isso aconteceu no começo da década de 90. Oitava série, estudava para tentar uma das concorridas vagas em escola técnica. Foi aí que conheci a Nana.

Ela era o meu extremo oposto. Loira, de cabelos cacheados, olhos verdes, não parava um minuto sequer. Líder da turma do fundão do cursinho, levava até rapé pra fazer suas traquinagens. Enquanto eu, cdf ao extremo, boa aluna, mané, achava tudo aquilo um absurdo.

Mas como não existem coincidências existe hitsuzen, acabamos indo estudar no mesmo colégio e na mesma sala.

Foi aí que conheci melhor aquela menina. A única que me acompanhou nas horas ininterruptas de RPG a Gangrel dela era foda!, que pagou mico ao encontrarmos um paquera meu no shopping com 1/2 Kg de sorvete cada uma, que riu da minha cara quando caí sentada no colo de um cara com a namorada no ônibus, que me escutou por horas nas minhas fossas, que ouvi por horas nas 547 vezes que ela terminou um relacionamento, que quase me bateu quando esta idiota deu um fora num menino que gostava

Cada uma seguiu seu rumo. Ela fez DUAS faculdades, pós nas Clínicas e trabalha em um dos maiores hospitais do Brasil. Perdeu o pai, mas ganhou um marido fofíssimo e tem uma casa linda quando vai ter churras de novo?!

Eu simplesmente AMO e sou fã dessa menina! Mesmo ela spoilando o final de Entrevista com o Vampiro, não curtir games, falar por horas de fisioterapia respiratória e gostar de Só pra Contrariar (ops, escapou).

Tá na hora de tirarmos mais fotos, né?

Singela homenagem ao Dia do Amigo. A todos, sejam os mais antigos ou recentes. Aos próximos fisicamente e aos distantes. Os que vieram das circunstâncias da vida ou do mundo virtual. Porque vcs todos são incríveis! Mas o lugar da Nana ninguém tira :-P

14/Julho/2008

Medo é relativo

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 2:45 pm

Medo é um sentimento um tanto relativo. Eu tenho pavor de barata, não sei nadar (e muito menos boiar), não dirijo (começo a suar e tremer sentada no banco do motorista). Fujo de brinquedos que giram, despencam e coisas do gênero.

Mas, por incrível que pareça, sou extremamente zen em situações que muitas pessoas perderiam completamente o controle.

Assalto, por exemplo. Fui abordada na porta da minha casa, com o cara querendo levar o carro, que estava sendo guardado na garagem pela minha mãe. Baixou o Dalai Lama em mim: só falei que era pra deixar ela minha mãe e meu irmão (que devia ter uns 5 anos na época) saírem pra ele levar o carro.

Passado o susto, chutei o portão, xinguei até a décima geração do fdp e quase passei mal de nervoso. Detalhe: era justo no dia do MEU aniversário… ¬¬

Sangue também não costuma me apavorar, desde que não envolva a retirada dele do meu corpo com agulhas (oi, já desmaiei coletando sangue no laboratório). Hospital então, entro numa boa, inclusive na UTI (e já fiz isso mais de uma vez). Alguém passando mal? Já socorri bêbado, delirante de febre e atropelado.

Dentista não me incomoda nem um pouco. Arranquei um molar, 3 sisos e fiz canal. Já troquei todas as restaurações (10, no total) sem anestesia. Mas ODEIO fazer limpeza…

Cemitério então é baba. Pois eu tenho mais medo dos vivos do que dos mortos.

30/Junho/2008

100 anos

Arquivado em: pessoal — by Marcia @ 8:46 pm

Esse mês a imigração japonesa no Brasil completou exatos 100 anos.

Meus avós vieram junto com a grande massa de japoneses, que começou essa história em 1908 a bordo do Kasato Maru.

Como a maioria desses imigrantes vieram com promessas de vida próspera, trabalhando em fazendas de café no interior de SP. E viram que a vida aqui não era tão maravilhosa como o prometido.

As dificuldades eram muitas. Desde a alimentação, que era completamente diferente da que estavam habituados, a barreira da língua, o clima…

Meu avô materno era um aventureiro. Veio pro Brasil pra conhecer coisas novas, mesmo a família sendo contra e tendo uma vida confortável no Japão. Trouxe na bagagem mulher e duas filhas (minha mãe nasceu aqui). Era um fumante inveterado, apreciador de uma boa pinga, leitor contumaz, contador de histórias e repartia praticamente tudo o que conseguia, nas lavouras de café e algodão. Ao todo, tiveram 5 filhos.

Já da família do meu pai não sei muita coisa. Creio que vieram por necessidade mesmo. Meu pai é o único filho homem e o caçula. Minha avó ficou viúva qdo meu pai tinha somente 9 anos. Assumiu o encargo sozinha de cuidar de 4 filhos (3 mulheres e 1 homem) e fez isso de forma extraordinária. Nunca se casou novamente.

Infelizmente não pude conviver muito com eles. Perdi os 3 antes dos 7 anos, mas lembro com nitidez da minha batchan (avó) paterna voltando da Liberdade com revistinhas e doces. Ou da minha batchan materna fazendo a comida antes que eu fosse a escola. E do meu ditchan (avô) materno com um cigarro na boca.

Em 1989, meu pai fez o caminho inverso. Foi só, deixando minha mãe e 3 filhos. Meu irmão caçula tinha menos de um ano na época e eu uns 11.

Foram tempos difíceis, sem brincadeira alguma.

Lembram qdo o Collor confiscou dinheiro da caderneta de poupança? Pois é, foi nessa época. E as economias que meu pai tinha deixado, foram bloqueadas.

Acho que é por isso que sempre batalhei desde cedo. Ajudava a minha mãe, comecei a trabalhar aos 16 anos e valorizo à beça minha família. Porque eu sei o quanto eles lutaram pra que esta terceira (quarta e quinta) geração dessas duas famílias de Kanagawa e Mie chegasssem até aqui.

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